Inês Bernardo
UM ROMANCE DE ESTREIA SOBRE O QUE É SER MULHER NUM MUNDO AGRESTE, SOBRE CORPOS E OLHARES, DESEJO E LUTO, FAMÍLIA E REINVENÇÃO
Numa casa sem homens, três gerações de mulheres partilham espaços, dificuldades, agravos e as arestas cortantes da vida. Desse improvável gineceu, emerge a personalidade singular da protagonista nunca nomeada deste romance: criança ruiva que não conheceu o pai, carrega as marcas da impunidade masculina, e faz‑se ao mundo com a desfaçatez de quem atravessa uma tempestade para se colocar no olho do furacão.
Eis uma existência contada de vislumbre em vislumbre, com desassombro e lucidez, em espelhos de vários tamanhos, onde a realidade não cabe inteira.
«Abri a conta e mantive‑a privada. Um arquivo de quadrados. Uma manta de retalhos do meu corpo. Um mosaico que mostrasse não o reflexo que vejo ao espelho mas a imagem que tenho de mim. Como se fosse preciso ver‑me em fragmentos para me conseguir ver toda.»
Inês Bernardo
UM ROMANCE DE ESTREIA SOBRE O QUE É SER MULHER NUM MUNDO AGRESTE, SOBRE CORPOS E OLHARES, DESEJO E LUTO, FAMÍLIA E REINVENÇÃO
Numa casa sem homens, três gerações de mulheres partilham espaços, dificuldades, agravos e as arestas cortantes da vida. Desse improvável gineceu, emerge a personalidade singular da protagonista nunca nomeada deste romance: criança ruiva que não conheceu o pai, carrega as marcas da impunidade masculina, e faz‑se ao mundo com a desfaçatez de quem atravessa uma tempestade para se colocar no olho do furacão.
Eis uma existência contada de vislumbre em vislumbre, com desassombro e lucidez, em espelhos de vários tamanhos, onde a realidade não cabe inteira.
«Abri a conta e mantive‑a privada. Um arquivo de quadrados. Uma manta de retalhos do meu corpo. Um mosaico que mostrasse não o reflexo que vejo ao espelho mas a imagem que tenho de mim. Como se fosse preciso ver‑me em fragmentos para me conseguir ver toda.»