Copo vazio

€ 15,90

Natalia Timerman

«Será que nunca chegou de fato a amá‑lo e seu gostar, ainda embrionário, comum, então do tamanho certo, se expandiu a partir do vácuo súbito da ausência dele, assim como as leis da física?»

Mirela é uma mulher bem‑sucedida, inteligente, tranquila, alegre na sua rotina dentro de uma grande cidade. Pelo menos até submergir quase por acaso numa relação de alguns meses com Pedro, um homem discreto, a fazer doutoramento, atraente mas algo inseguro.

A partir da «felicidade insuportável» afirmada por Clarice Lispector, que seria um copo cheio, Copo Vazio atira‑nos directamente para o desamparo. Na história de uma relação que ecoa modernidade — encontro numa aplicação, ghosting —, o livro carrega a voz intemporal de sentimentos tantas vezes dissecados e nunca resolvidos: o sofrimento amoroso, a devastação perante o abandono, a incompreensão de tudo o que continua a existir em redor, as perguntas sem resposta.

É possível conhecer realmente outra pessoa? Dá para carregar sozinho o peso do fim de uma relação? E quando é que «uma história pode terminar em paz, tendo se cumprido?»

Natalia Timerman

«Será que nunca chegou de fato a amá‑lo e seu gostar, ainda embrionário, comum, então do tamanho certo, se expandiu a partir do vácuo súbito da ausência dele, assim como as leis da física?»

Mirela é uma mulher bem‑sucedida, inteligente, tranquila, alegre na sua rotina dentro de uma grande cidade. Pelo menos até submergir quase por acaso numa relação de alguns meses com Pedro, um homem discreto, a fazer doutoramento, atraente mas algo inseguro.

A partir da «felicidade insuportável» afirmada por Clarice Lispector, que seria um copo cheio, Copo Vazio atira‑nos directamente para o desamparo. Na história de uma relação que ecoa modernidade — encontro numa aplicação, ghosting —, o livro carrega a voz intemporal de sentimentos tantas vezes dissecados e nunca resolvidos: o sofrimento amoroso, a devastação perante o abandono, a incompreensão de tudo o que continua a existir em redor, as perguntas sem resposta.

É possível conhecer realmente outra pessoa? Dá para carregar sozinho o peso do fim de uma relação? E quando é que «uma história pode terminar em paz, tendo se cumprido?»