Felicidade clandestina

€ 16,65

As histórias que compõem este livro, como quase sempre acontece na inventiva escrita de Clarice Lispector, partem de circunstâncias comuns e desembocam no plano do extraordinário.

Falam de pão com manteiga, beijos de mãe e primeiros beijos, um livro aberto, um macaco de saia curta, Deus nas acácias. Falam de desejo, inveja, perdão, esperança, amor e descoberta.

A protagonista da história que dá título à coletânea vive consumida pela cobiça do tesouro de outra rapariga: os livros a que ela, filha de um livreiro, tem acesso. Mote para uma narrativa de desejo intenso a partir do imaginário da juventude, este conto dá o tom para todo o livro, publicado pela primeira vez em 1971. Da apologia da leitura à tristeza do Carnaval ou às audácias de uma galinha, passando, sempre, pela interrogação do que define o humano, estas são histórias íntimas, de alcance literário intemporal.

«Em Clarice o género não conta, porque é ela e só ela no centro do que escreve, tudo o que escreve emana dela, não cita, não imita, não parafraseia, não programa, não reproduz o episódio, nem sequer ela narra. Vai puxando frase atrás de frase, construindo um pensamento literário. » Luísa Costa Gomes, nota de apresentação

As histórias que compõem este livro, como quase sempre acontece na inventiva escrita de Clarice Lispector, partem de circunstâncias comuns e desembocam no plano do extraordinário.

Falam de pão com manteiga, beijos de mãe e primeiros beijos, um livro aberto, um macaco de saia curta, Deus nas acácias. Falam de desejo, inveja, perdão, esperança, amor e descoberta.

A protagonista da história que dá título à coletânea vive consumida pela cobiça do tesouro de outra rapariga: os livros a que ela, filha de um livreiro, tem acesso. Mote para uma narrativa de desejo intenso a partir do imaginário da juventude, este conto dá o tom para todo o livro, publicado pela primeira vez em 1971. Da apologia da leitura à tristeza do Carnaval ou às audácias de uma galinha, passando, sempre, pela interrogação do que define o humano, estas são histórias íntimas, de alcance literário intemporal.

«Em Clarice o género não conta, porque é ela e só ela no centro do que escreve, tudo o que escreve emana dela, não cita, não imita, não parafraseia, não programa, não reproduz o episódio, nem sequer ela narra. Vai puxando frase atrás de frase, construindo um pensamento literário. » Luísa Costa Gomes, nota de apresentação